ÉTICA: A BANALIZAÇÃO DO SAGRADO NA IGREJA DE NOSSOS DIAS
Pra. Maria Luísa Duarte Simões Credidio
estudo baseado em texto do Rev. Hernandes Dias Lopes
O espírito pós-moderno tem levado muitos crentes à banalização do
sagrado. Milhares de pessoas entram pelos umbrais da igreja evangélica,
mas continuam prisioneiras de suas crendices e de seus pecados. Têm nome
de crente, cacoete de crente, mas não vida de santidade. Em vez de ser
instruídas na verdade, são alimentadas por toda sorte de misticismo
forâneo às Escrituras. Em vez crescerem no conhecimento e na graça de
Cristo, aprofundam-se ainda mais no antropocentrismo idolátrico, ainda
que maquiado de espiritualidade efusiva. Dentro desta cosmovisão, os
céus estão a serviço da terra. Deus está a serviço do homem. Não é mais a
vontade de Deus que deve ser feita na terra, mas a vontade do homem no
céu.
Tudo tem de girar ao redor das escolhas, gostos e preferências do
homem. O bem-estar do homem e não a glória de Deus tornou-se o foco
central da vida. Assim, o culto também tornou-se antropocêntrico.
Cantamos para o nosso próprio deleite. Louvamo-nos a nós mesmos.
Influenciados pela síndrome de Babel, celebramos o nosso próprio nome.
Nesse contexto, a mensagem também precisa agradar o auditório. Ouvimos pastores dizendo barbaridades tais como "Obrigado Deus pois sua palavra é verdade" ou "Precisamos acobertar o erro do nosso irmão", e por aí afora. Essa mensagem é resultado de uma pesquisa de mercado para saber o que atrai o povo. O ouvinte é quem decide o que quer ouvir. O sermão deixou de ser voz de Deus para ser preferência do homem. Os pregadores pregam não o que o povo precisa ouvir, mas o que o povo quer ouvir. O misticismo está tomando o lugar da verdade. A auto-ajuda está ocupando o lugar da mensagem da salvação. Assim, o homem não precisa de arrependimento, mas apenas de libertação, visto que ele não é culpado, mas apenas uma vítima. O pragmatismo pós-moderno está substituindo o genuíno evangelho.
Nesse contexto, a mensagem também precisa agradar o auditório. Ouvimos pastores dizendo barbaridades tais como "Obrigado Deus pois sua palavra é verdade" ou "Precisamos acobertar o erro do nosso irmão", e por aí afora. Essa mensagem é resultado de uma pesquisa de mercado para saber o que atrai o povo. O ouvinte é quem decide o que quer ouvir. O sermão deixou de ser voz de Deus para ser preferência do homem. Os pregadores pregam não o que o povo precisa ouvir, mas o que o povo quer ouvir. O misticismo está tomando o lugar da verdade. A auto-ajuda está ocupando o lugar da mensagem da salvação. Assim, o homem não precisa de arrependimento, mas apenas de libertação, visto que ele não é culpado, mas apenas uma vítima. O pragmatismo pós-moderno está substituindo o genuíno evangelho.
A banalização da teologia desemboca na vulgarização da ética. Onde não tem doutrina bíblica sólida não pode haver vida irrepreensível. A teologia é mãe da ética. A ética procede da teologia. Onde a verdade é substituída pela experiência, a igreja pode até crescer numericamente, mas torna-se confusa, doente e corrompida. O povo de Deus perece quando lhe falta o conhecimento. Onde falta a Palavra de Deus, o povo se corrompe. Outrossim, onde não há santidade, ainda que haja ortodoxia, o nome de Deus é blasfemado.
A banalização do sagrado é visto claramente nas Escrituras. O profeta Malaquias denunciou com palavras candentes o desrespeito dos sacerdotes em relação à santidade do nome de Deus, do culto, do casamento e dos dízimos. A religiosidade do povo era divorciada da Palavra de Deus. As coisas aconteciam, o povo vinha ao templo, o culto era celebrado, mas Deus não era honrado.
Jesus condenou, também, a banalização do sagrado quando expulsou os
vendilhões do templo. Eles queriam fazer do templo, um covil de
salteadores; do púlpito, um balcão de negócios; do evangelho, um produto
de mercado e dos adoradores, consumidores de seus produtos. O livro de
Samuel, outrossim, denuncia esse mesmo pecado. O povo de Israel estava
em guerra contra os filisteus, pensando que Deus estava do lado deles,
mesmo quando seus sacerdotes estavam em pecado. Porém, quatro mil
israelitas caíram mortos na batalha, porque o ativismo não substitui
santidade. O povo, em vez de arrepender-se, mandou buscar a arca da
aliança, símbolo da presença de Deus. Quando a arca chegou, houve grande
júbilo e o povo de
Israel celebrou vigorosamente a ponto de fazer estremecer o arraial do
inimigo, mas uma derrota ainda mais fatídica foi imposta a Israel e
trinta mil soldados pereceram, os sacerdotes morreram e a arca foi
tomada pelos filisteus.
Alegria e entusiasmo sem verdade e sem santidade não nos livram dos
desastres. Rituais pomposos sem vida de obediência não agradam a Deus.
Deus está mais interessado em quem nós somos do que no que fazemos. Deus
não aceita nosso culto nem nossas ofertas quando ele rejeita a nossa
vida. Antes de Deus aceitar o nosso culto, ele precisa agradar-se da
nossa vida. É tempo de examinarmo-nos a nós mesmos e voltarmo-nos para o
Senhor de todo o nosso coração. É tempo de abandonarmos o palvreado vão
e estendermos a mão ao irmão necessitado. É tempo de pararmos de nos
vangloriar de mandar ajuda à África, quando ao lado do Bradesco há
um mendigo que anda de quatro, que não tem condições de trabalhar e
necessita de ajuda. Subir ao púlpito e alardear o que não se fez, é
fácil. O difícil é viver em santidade. O resto é blá blá blá de púlpito, para enganar os incautos.
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