Reputação Corporativa


Pra. Maria Luísa Duarte Simões Credidio



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Boa reputação corporativa é crucial para o sucesso a longo prazo de um negócio. E, gostemos ou não, embora exija muito trabalho árduo estabelecer e manter um padrão favorável de respeito no mundo profissional e empresarial, boa reputação se destrói em curto espaço de tempo, freqüentemente para jamais ser reconquistada.

Em artigo do "Wall Street Journal" intitulado, “On Business Storm-Proofing”, (Negócios à Prova de Tempestades), Leslie Gaines-Ross, chefe da área de conhecimentos e pesquisa da Burson-Marsteller, firma mundial de consultoria em relações públicas e negócios, ressaltou a pesquisa que descobriu
os primeiros sinais de alerta, de negócios com reputação  em risco. O estudo mostrou que sete condições estão sempre presentes em empresas com problemas: 

1.  Baixa disposição de ânimo dos empregados.
2.  Políticas internas mais importantes que a qualidade do trabalho.
3.  Executivos de nível mais elevado deixando a empresa.
4.  Credibilidade do CEO substituída por sua notoriedade pública.
5.  Empregados se referindo aos clientes como algo incômodo.
6.  Empregados deixam de contar histórias positivas sobre a empresa.
7.  Administração gasta mais tempo com questões internas do que externas à matriz corporativa.  

Muitas vezes, a prosperidade de um negócio pode ser estimulada durante certo tempo, fazendo que as coisas pareçam extremamente positivas, antes que esses “avisos de tempestade” comecem a exercer impacto sobre as metas fiscais da companhia. Entretanto, deveria existir uma séria preocupação quando a maioria desses sintomas problemáticos se tornam evidentes, não importando qual o quadro financeiro do momento. Esse deveria ser um excelente momento para uma revisão, com ênfase especial no escrutínio minucioso da equipe de liderança. 

O denominador comum na lista apresentada por Gaines-Ross parece ser “atitude”. No popular filme sobre esportes, “Remember the Titans”, há uma cena em que os líderes dos times trocam farpas verbais entre si. Quando o capitão de um dos times confronta o outro acerca de sua atitude, sua resposta é uma poderosa observação: “Atitude reflete liderança”.  

Quando a liderança começa a concentrar o seu foco mais sobre a base de poder e o "status" de celebridade do que nas necessidades fundamentais de clientes e empregados, do tipo “eu primeiro”, pode rapidamente resultar em atitudes deficientes em toda a organização. 

Provérbios 16.18-19 nos lembra: “O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda. Melhor é ter espírito humilde entre os oprimidos do que partilhar despojos com os orgulhosos”.  Se sua organização está começando a apresentar algumas dessas sete características mortais, antes de mais nada, examine-se minuciosamente. Depois avalie seus líderes e tente determinar se a causa por trás do problema não é o orgulho. Se descobrir que sim, arrependa-se com humildade, determine-se a melhorar e comece a formular uma estratégia para que isso se torne realidade, para si mesmo e para sua empresa como um todo.



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