SEMINÁRIO TEOLÓGICO
VERDADE BÍBLICA

S.E.M.T.V.B.


“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”
Jo 8:32


Pra. Maria Luísa Duarte Simões Credidio







ESTUDO SOBRE A EPÍSTOLA DE PAULO AOS GÁLATAS

Uma imersão no tema da justificação pela fé



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I- Introdução



            Para que possamos estudar qualquer livro da Bíblia, mister se faz que conheçamos sua autoria, data aproximada em que foi escrito, se era dirigido a algum povo ou igreja, que povo foi esse e o que levou o autor a escrevê-lo. É exatamente isso que faremos nessa Introdução.

I.A- A época em que foi escrita e os dois sentidos de Galácia

            Os teólogos estimam que a Epístola de Paulo aos Gálatas foi escrita entre 49 e 55 A.D. Para determinarmos isso, essencial se faz que estudemos primeiramente quem eram os gálatas.
            Como o próprio nome já diz, eram moradores da Galácia. E na época em que a Carta foi escrita, o termo Galácia era usado em dois sentidos: o geográfico e o político.

            1-O sentido geográfico do termo Galácia se referia à parte centro norte da Ásia Menor, ao norte das cidades de Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe.

            2-No sentido político se referia à província romana (organizada em 25 a.C) que incluía as cidades mencionadas acima e mais alguns distritos ao sul.
            Posto isso temos que então, se a Carta foi escrita aos crentes da região norte, as igrejas teriam sido fundadas durante a segunda viagem missionária e a Carta escrita durante a terceira viagem missionária, talvez de Éfeso (por volta de 53.A.D.), ou da Macedônia (por volta de 55 A.D.). A favor desta hipótese está o fato de Lucas sempre se referir à região norte quando usa o termo “Galácia” (At 16:6,18:23).
            No entanto, se a Carta foi escrita aos crentes da Galácia do Sul, as igrejas teriam sido fundadas na primeira viagem missionária (provavelmente Antioquia, por volta de 49 A.D., sendo assim, a mais antiga das cartas que Paulo escreveu), pouco antes da convocação do Concílio de Jerusalém (At 15). A favor desta tese está o fato de Paulo não mencionar as decisões do Concílio de Jerusalém, que se aplicavam diretamente à discussão que Paulo inclui em Gálatas, contra os judaizantes, o que indica que o Concílio ainda não devia ter sido realizado.


I.B- O problema abordado por Paulo

            Como pode o homem, pecaminoso por natureza, chegar a Deus, santo por natureza? Esta a pergunta que embasa praticamente toda esta Epístola.
            A resposta de Paulo é a de que existe apenas um caminho: aceitar a salvação que a graça de Deus coloca à nossa disposição através da morte e ressurreição de Jesus. Devemos deixar de lado qualquer conceito de salvação meritória pela obediência à Lei de Moisés. O homem é fraco demais, por natureza, para obter a auto salvação ou a auto santificação. Certos judeus cristãos, os judaizantes, estavam ensinando que as obras eram necessárias e que o evangelho de Paulo não era correto, e que ele não era uma verdadeiro apóstolo. A resposta de Paulo foi proclamar a doutrina da salvação pela fé apenas, e da santificação pelo Espírito Santo, não pela Lei Mosaica. Essa resposta foi dada na plena autoridade apostólica recebida de Jesus, o Cristo. Todas as teologias ensinam salvação pela fé mais alguma obra ou esforço humano. Elas são veementemente negadas por esta grandiosa epístola.

I.C- O conteúdo

            Essa Epístola de Paulo é praticamente toda dedicada à justificação pela fé. Nela esse tema é defendido, explicado a aplicado. Mas ela aborda também outros assuntos, tais como a estada de Paulo na Arábia por três anos; sua repreensão a Pedro; a lei como um aio; e o fruto do Espírito.


II- Esboço da Epístola de Paulo


            Passaremos agora à apreciação do conteúdo da Epístola de Paulo e suas divisões. Essa Epístola é dividida basicamente em cinco itens, a saber:

-Introdução,
-A defesa da justificação pela fé e a autoridade de Paulo,
-A justificação pela fé explicada pelo evangelho de Paulo,
-A justificação pela fé aplicada: a ética de Paulo,
-Conclusão: A essência do ensino de Paulo

            Iremos agora determinar cada um desses cinco itens, bem como os versículos a eles concernentes.

II.A- Introdução

            Na introdução desta Epístola, a validade do Evangelho de Paulo é defendida. 1: 1-10

II- A Justificação pela fé é defendida: A autoridade de Paulo

            A- Sua autoridade foi obtida mediante revelação. 1:11-24
            B- Sua autoridade foi aprovada pela igreja em Jerusalém. 2:1-10
            C- Sua autoridade foi reconhecida em repreensão a Pedro. 2:11-21

III- A justificação pela fé é explicada: O evangelho de Paulo

            A-O argumento da experiência. 3:1-5
            B-O argumento de Abraão. 3:6-9
            C-O argumento da Lei. 3:10 e 4:11
            D-O argumento do testemunho pessoal. 4:12-20
            E-O argumento da alegoria 4:21-31

IV-A justificação pela fé aplicada: A ética de Paulo

            A- Em relação à liberdade cristã. 5: 1-12
            B- Em relação à licenciosidade e ao amor. 5: 13-15
            C- Em relação à carne e ao Espírito. 5: 16-26
            D- Em relação a um irmão em pecado. 6: 1-5
            E- Em relação à contribuição. 6: 6-10

V- Conclusão: a essência do ensino de Paulo

            A- O resumo de tudo que Paulo pregava. 6:11-1



III-Abreviações Usadas:

A.D.-Anno Domini (no ano de nosso Senhor)
a.C- antes de Cristo

IV- Bibliografia

1-    The Ryrie Study Bible. Versão Almeida, Revista e Atualizada.Introdução, esboço e referências laterais e notas por Charles Caldwell Ryrie.Tradução de Carlos Oswaldo Cardoso Pinto. São Paulo. Associação Religiosa Editora Mundo Cristão, 1994.ISBN 85-85670-25-8
2-    Bíblia Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas. Tradução da versão inglesa de 1961 mediante consulta constante ao antigo texto hebraico, aramaico e grego. Brooklyn, New York, USA. Watchtower Bible and Tract Society of New York, Inc. Primeira Edição em português.1967



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