A MORTE

Pra. Maria Luísa Duarte Simões Credidio

"Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou" Gn 4:8




Morte, Funeral, Caixão, Luto, Cerimônia, Perda

Morte Funeral Caixão



      A morte é a realidade mais triste da existência humana. Essa tristeza, porém, aumenta quando a sua causa não é natural, mas resultado de violência desnecessária. E se multiplica por muitas vezes, quando o causador de tamanho mal é do próprio sangue. O pecado não apenas gerou a morte, mas também a violência que faz pesar sobre qualquer possibilidade de ser arrancado da vida antes do tempo planejado por Deus.
       Eva teve seu primeiro filho e lembrou-se que Deus tinha prometido um descendente que esmagaria a cabeça do mal que originou a morte. Talvez Eva tenha pensado que esse descendente restabeleceria a vida e a imortalidade. Então, feliz, ela declarou: "Adquiri um varão com o auxílio do Senhor". Gn 4:1, e deu-lhe o nome de Caim. Mas qual não foi a sua dor e decepção quando justamente esse filho provocou a morte de seu irmão Abel.
       Dor e  decepção são os sentimentos inevitáveis entre aqueles que perderam um ente querido em pleno vigor físico por causa de um acidente ou violência qualquer. Quantos planos, sonhos e objetivos ficam abruptamente interrompidos! A maior dor não foi a de Eva, nem é a dor de quem hoje sofre uma ausência repentina de alguém tão presente, e cheio de vida e de projetos. Não! A maior dor é sempre de Deus. Ele é amor e tem uma relação essencial de amor para com todas as suas criaturas. O sofrimento humano sempre é, também, o sofrimento de Deus. A expressão máxima da dor de Deus é a paixão e morte de Jesus Cristo. Toda violência e agressão entre pessoas é sempre violência e agressão contra o próprio Deus. Isaías escreveu: "Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si" Is 53:4.
       A dor de Deus não é impotente. Ela é redentora. Por isso, o profeta Isaías continua: "Ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados" Is.53:5.
      
Oremos: Querido Deus, que na tua dor por nós, manifestada em Jesus Cristo, possamos encontrar a força da superação de tudo aquilo que tanto dói dentro de nós. Que esta meditação sirva para que nos lembremos e tenhamos continuamente, consciência disso. Por Jesus Cristo, Amém.

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