A UNIÃO DO POVO DE DEUS

Pra. Maria Luísa Duarte Simões Credidio


" Como é bom e agradável que o povo de Deus viva em união, como se todos fossem irmãos"

Sl 133.1 

Mensagem de 31/7


            O século vinte, foi uma época de constantes guerras, agitações, protestos e revoluções. E entramos no século XXI, sem grande mudança de cenário. A perspectiva ainda é a mesma.

            No entanto, houve uma revolução no mundo que realmente libertou milhões de escravos e modificou para melhor a vida de milhares que lhe aderiram. Foi a revolução de Jesus, baseada no amor, que substituiu o princípio da vingança- "Olho por olho, dente por dente"- pelo princípio de Jesus: "Amem uns aos outros assim como eu vos amei" Jo 13.34. Por influência da doutrina cristã, escravaturas foram abolidas, hospitais, asilos e orfanatos foram fundados e a educação estendida aos mais humildes. E até hoje, ali onde os cristãos trabalham e vivem de acordo com os preceitos de seu Mestre, logo se vêm frutos de suas atividades.

            Sempre existiram aqueles que cultivaram uma certa antipatia contra a igreja e pretenderam salvar-se por sua fé pessoal em Jesus, sem, contudo, compartilhá-la com outros. Mas não é esta a vontade de Jesus, que quer que os cristãos vivam unidos e o sirvam e aos seus semelhantes numa boa e agradável  união com o povo de Deus.

            Já nos tempos do Antigo Testamento o povo de Israel costumava reunir-se e em conjunto louvar a Deus e compartilhar a sua fé também com seus semelhantes. Quando os peregrinos vinham a Jerusalém, por ocasião de alguma festa, cantavam canções como a do Salmo 133, versículo 1: "Como é bom e agradável que o povo de Deus viva unido, como se fossem, todos irmãos".

            Como é bom e agradável quando também podemos viver unidos com o povo de Deus. Um teólogo contemporâneo fala da união tridimensional de que cada um de nós cristãos pode desfrutar- uma união em altura, largura e comprimento. Em altura unimo-nos com Cristo e a sua reconciliação através da sua morte redentora. Em largura estamos unidos com todos os outros crentes do mundo e em comprimento unimo-nos com a linha longa dos crentes através de  todos os tempos. Explicando  a trimensionalidade do ser, defendida por Edith Stein:

 1-  Enquanto ser corporal

O homem mais do que como corpo (Körper) define-se como corporalidade, a saber, como corpo vivido como experiência da unidade pessoal (Leib). Daí que a sua principal característica – apesar de quanto de limitação espacial e temporal leva consigo –, é a sua vida. Por isso, o homem contempla o seu corpo como fundamento de tudo o que nele é vida.

 2- Enquanto ser anímico

O homem não é um ser que tem uma alma, mas visto na sua unidade estrutural, é alma. A dimensão da alma desempenha um papel primordial na constituição da pessoa: porque a pessoa configura-se a partir de dentro, desde essa forma interior ou alma vital que é a fonte da sua vida.

A esse princípio une-se outro de carácter teológico: a alma «é criada diretamente pela mão de Deus», mas não como um ser em si, mas unida a um corpo ao qual dá forma: «por isso a alma humana não só é um intermediário entre o espírito e a matéria, mas é também uma criatura espiritual, não só um produto do espírito mas também um espírito informante.

3-  Enquanto espírito

O espírito ou a dimensão espiritual é própria e exclusiva dos seres pessoais. Por isso, no homem, é elemento constitutivo e qualificador, tanto do seu ser unitário como da sua dimensão anímica. O que distingue a alma do homem do resto das criaturas é a sua dimensão espiritual.

O espírito no homem é o que o torna capaz de sair de si, de se abrir. É, ao mesmo tempo, o seu «sentido e vida». Edite analisa esta dimensão já desde a sua primeira obra sobre a empatia. A ela remetemos para uma maior compreensão

           " Agradecemos a Deus que nos proporcionou uma tal união com o seu povo em meio a um mundo dilacerado por guerras e revoluções. Permaneçamos nela pela fé em Jesus e cooperemos na sua extensão a toda a humanidade tão carente de paz e união."

            


OREMOS: Senhor, nós te agradecemos de coração por teres nos proporcionado uma união tão boa e agradável. Faze-nos cooperar na sua extensão através do mundo inteiro, tumultuado por tantas guerras e agitações. Amém.

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