"Em nome de Jesus, amém."

Mensagem de 24/11

 
   Assim terminam as orações cristãs. Orientação do próprio Jesus: "se vocês
 pedirem ao Pai alguma coisa em meu nome, ele lhes dará" (João 16.23 - BLH).
 Há duas grandes novidades nesta expressão: vocês podem pedir, e devem pedir
 em meu nome, disse Jesus.

   A possibilidade de pedirmos ao Pai alguma coisa é resultado da cruz, pois foi ali 
que Jesus concedeu crédito a todos os que creem. Até então, nenhum mortal 
poderia se atrever a pedir a Deus alguma coisa, pela simples razão de nem mesmo 
ter acesso a Deus: havia um véu entre Deus e os homens, a porta da sala do trono 
estava trancada e ninguém tinha como entrar para apresentar seus pedidos ao Deus
Altíssimo. Deus ouvia apenas seu Filho, e todos os mortais viviam da misericórdia e 
graça de Deus em honra ao Filho intercessor desde antes da fundação do mundo 
(1Pedro 1.17-21; Apocalipse 13.8). O Filho sempre teve livre acesso a Deus, o Pai,
mas os homens não. Somente após a morte de Cristo na cruz o acesso a Deus foi 
aberto a todos os homens: um novo e vivo caminho, através do véu rasgado 
(Hebreus 4.14-16; 10.19-22). Por esta razão Jesus diz aos seus discípulos: 
"até agora nada pediram em meu nome, e de agora em diante, eu não pedirei 
mais em favor de vocês, pois vocês mesmos podem pedir em nome" 
(João 16.24-27).

   O que Jesus está dizendo é como se os homens não tivessem crédito no banco do
céu, e dependessem de ofertas graciosas do filho do dono do banco. Mas um dia, o 
filho do dono do banco deu a todos os seus amigos status de irmãos, isto é, 
compartilhou sua própria conta e deu a todos um cartão e um talão de cheques. 
Daquele dia em diante, os amigos do filho do dono do banco poderiam sacar 
diretamente no banco do céu.

    Assim como toda conta corrente, no banco do céu há também uma senha e um 
código. A senha é óbvia: o nome do filho do dono do banco. O código é um 
pouquinho mais complicado: os mandamentos do filho do dono do banco 
(João 15.7-10), os interesses do dono do banco, especialmente a relação de amor 
entre todos os correntistas do banco (João 15.16,17), e, principalmente, a honra do 
dono do banco e do filho do dono do banco (João 14.13; 15.8).

Orar é acessar as riquezas de Deus, não mais apenas como alvos da misericórdia e 
graça de seu Filho, Jesus, mas também como amigos (João 15.14,15), parceiros 
solidários (João 15.18-21) e cooperadores em sua obra de redenção 
(João 14.12-14). Através da oração Deus nos concede o privilégio de participarmos 
ativa e criativamente em seu propósito eterno. Enquanto calados, somos passivos 
beneficiários dos favores do céu. Quando ajoelhados, orando em nome de Jesus, 
somos administradores responsáveis das riquezas dos céus para benefício do 
maior número possível de pessoas. Orar é aventurar-se a sacar da conta de Jesus, 
para abençoar pessoas em nome de Jesus, para a glória do Pai de Jesus. Bendita 
a hora de oração.
© 2006 Ed René Kivitz

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