ESCREVE A VISÃO
Pra. Maria Luísa Duarte Simões Credidio
"O Senhor me respondeu e disse: Escreve a visão, grava-a sobre tábuas para que a possa ler até quem passa correndo"
Hq 2.2.
Mensagem do dia 23/8/24
A comunicação e o marketing são preocupações básicas de empresas e governos há décadas. Bilhões de dólares são investidos em todo o mundo por aqueles que querem se fazer conhecidos, ou, que tem algo a transmitir.
Na contra mão desse esquema, grupos de adolescentes e jovens, conhecidos como "pichadores" transformam-se numa verdadeira "praga" para a maioria das cidades em todo o mundo.
Agindo nas madrugadas, com latas de spray nas mãos, picham os muros e edifícios procurando deixar sua marca em lugares cada vez mais altos e improváveis, transformando a cidade numa imundície.
Segundo dados levantados pela revista Veja, os danos causados são impressionantes:
- A Prefeitura de São Paulo gastou, há 20 anos atrás, ou seja em 2004, mais de um milhão de reais para limpar uma parte da sujeira de viadutos, pontes e passarelas. Imaginem o valor a ser investido hoje...
-São Paulo tem mais de 6000 pixadores que atuam na cidade
-Tem 400 obras de arte espalhadas por ruas e praças que estão pichadas
-E o mercado, dada a degradação da área contabiliza 8 milhões de reais de perda estimada do mercado imobiliário com a pichação
Todos esse prejuízo e vandalismo para deixarem registradas inscrições e frases indecifráveis. Símbolos que a população, na quase sua totalidade, não entende. A comunicação e os desafios são entendidos apenas pelos diferentes grupos de pichadores que também desperdiçam seu próprio dinheiro- ou de terceiros- em grande quantidade de tinta para levar a cabo sua tarefa.
É um retrato daquilo que está acontecendo em nosso país nesses dias quando estamos tomando conhecimento de tanta corrupção e mau uso do dinheiro público: custa caro, atende à vontade e interesse de poucos e prejudica a muitos. Consome muito tempo de dinheiro, gera desperdício, e o resultado é nulo. É também um retrato de um homem sem Deus: egoísta, centrado no próprio prazer- mesmo que absurdo e sem sentido- produzindo sujeira, morte e destruição.
Consequências para as pessoas? Nenhuma. A impunidade nos pequenos delitos incentiva e encoraja os grandes, e vice-versa. Hoje percebemos mais claramente que o "jeitinho brasileiro" tomou proporções gigantescas. O diminutivo não lhe cabe mais.
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